quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Gírias de Portugal:


  • Chaveco ou chaço - Automóvel velho e/ou fraco, máquina velha ou obsoleta
  • Bilhardeira/o (Madeira) - Pessoa conversadora, fofoqueira, mexiriqueira
  • Queque - Pessoa habituada a viver bem sem nunca ter trabalhado para tal
  • Snifar - Inalar cocaína
  • Snife - Preparado de cocaína para inalar
  • Setôr/setôra - Abreviatura usada nos alunos do secundário para "Senhor Doutor"/"Senhora Doutora"
  • Chui ou bófia – Polícia
  • Chular - Pedir quase estorquindo, tomar conta de prostitutas, prostituir-se (masculino)
  • Estar com os azeites - Estar aborrecido / chateado com algo
  • Estar de trombas - Estar aborrecido / chateado com algo. Má cara
  • Acordar com os pés de fora - Estar mal disposta(o) logo pela manhã
  • Abrir o coração - Desabafar; declarar-se sinceramente
  • Abrir o jogo - Denunciar; revelar detalhes
  • Abrir os olhos a alguém - Convencer, alertar
  • À sombra da bananeira – Despreocupado
  • Agarrar com unhas e dentes - Não desistir de algo ou alguém facilmente
  • Água pela barba - Situação desesperante
  • Aproveito a boleia - Vou contigo, já que vais, eu também vou
  • Baixar a bola - Acalmar-se; ser mais comedido
  • Borracho - Rapariga/rapaz bonita/o
  • Cabeça de alho chocho - distraído, esquecido
  • Calinada - Pontapé na gramática, gafe, forma jocosa de se referir a erro ortográfico
  • Cara de caso - estar preocupado
  • Cortar as vazas - Impedir algo ou alguém
  • Vá chatear o Camões - Ir chatear outra pessoa
  • Chorar sobre o leite derramado - Lamentar-se por algo que não tem solução/volta ou fato passado
  • Dar troco - Dar conversa
  • Dar a volta ao bilhar grande - Ir chatear outra pessoa
  • De pé atrás - Desconfiado, cabreiro
  • Descalçar a bota - Resolver um problema
  • Estar com os azeites - Estar aborrecido / chateado com algo
  • Estar de trombas - Estar aborrecido / chateado com algo. Má cara
  • Estar-se nas tintas - não querer saber, ser indiferente, ignorar deliberadamente
  • Encostar a roupa ao pêlo - Bater em alguém
  • É muito fixe - É muito bom
  • Fazer vista grossa - Fingir que não viu; relevar; negligenciar
  • Gritar a plenos pulmões - Gritar com toda a força
  • Ir aos arames - Enervar-se, irritar-se
  • Pés para a cova - Estar para morrer
  • Pôr a cabeça em água - cansar, extinguir a paciência
  • Pôr-se a pau - Estar atento
  • Que giro - Que bonito, engraçado
  • Riscar do mapa - Fazer desaparecer
  • Sem pés nem cabeça - Sem lógica; sem sentido
  • Segurar a vela - Estar sozinho/a com um casal
  • Ter macacos (ou macaquinhos) no sótão - Ter ilusões, achar que algo muito improvável de acontecer é bastante possível
  • Trepar paredes - Estar desesperado
  • Trocar alhos por bogalhos - Confundir factos e/ou histórias
  • Troca-tintas - Mudar de ideias facilmente; traidor
  • Tempestade em copo d'água - Transformar banalidade em tragédia
  • Ter lata - Ser descarado
  • Voltar à vaca fria - Voltar ao assunto com que se iniciou uma conversa

Linguagem Popular


A linguagem coloquial, informal ou popular é aquela linguagem que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a linguagem popular, falada no quotidiano.

O nível popular está associado à simplicidade da utilização linguística em termos lexicais, fonéticos, sintácticos e semânticos. Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da natural economia linguística. É utilizado em contextos informais. Tomem-se a título exemplificativo os excertos que se seguem: «Minha santa filha do meu bô coração/ Cá arrecebi a tua pera mim muito estimada carta e nela fiquei ciante e sastifeita por saber que andavas rija e fera na cumpanhia do teu marido.» (Aquilino Ribeiro,
O Homem na Nave); «- Ó Tio Luís, ó Tio Luís!.../ - Que é? / - Vossemecê não vê? (...)/ - Ouviste por 'i berrar uma cabra?» (Camilo Castelo Branco, Maria Moisés, pp. 44-45).

A língua portuguesa possui uma relevante variedade de dialectos, muitos deles com uma acentuada diferença lexical em relação ao português padrão. Tais diferenças, entretanto, não prejudicam muito a inteligibilidade entre os locutores de diferentes dialectos.

O português europeu padrão (também conhecido como "estremenho") modificou-se mais que as outras variedades. Mesmo assim, todos os aspectos e sons de todos os dialectos de Portugal podem ser encontrados nalgum dialecto no Brasil. O português africano, em especial o português santomense tem muitas semelhanças com o português do Brasil (também conhecido como "fluminense"), também os dialectos do sul de Portugal apresentam muitas semelhanças, especialmente o uso intensivo do gerúndio. Na Europa, o alto-minhoto e o transmontano são muito semelhantes ao galego.

Mesmo com a independência das antigas colónias africanas, o português padrão de Portugal é o padrão preferido pelos países africanos de língua portuguesa. Logo, o português apenas tem dois dialectos de aprendizagem, o europeu e o brasileiro. Note que, na língua portuguesa há dois dialectos preferidos em Portugal: o de
Coimbra e o de Lisboa. No Brasil, o dialecto preferido é o falado e muito mais escrito pelos habitantes cultos das grandes cidades.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vamos Aproveitar!

A nossa língua é riquíssima.Por isso devemos aproveitar o máximo todos os recursos linguísticos disponíveis.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Parece ou Paresque?

Em nossa cultura é comum nos depararmos com as variações linguísticas. Então aqui vai uma pequena lista do que ouvimos por aí:
1-Preguntei(Perguntei)
2-Percurei(Procurei)
3-Paresque(Parece)
4-Diacho(Diabo)
5-Duido(Doido)

E assim por diante.