- Chaveco ou chaço - Automóvel velho e/ou fraco, máquina velha ou obsoleta
- Bilhardeira/o (Madeira) - Pessoa conversadora, fofoqueira, mexiriqueira
- Queque - Pessoa habituada a viver bem sem nunca ter trabalhado para tal
- Snifar - Inalar cocaína
- Snife - Preparado de cocaína para inalar
- Setôr/setôra - Abreviatura usada nos alunos do secundário para "Senhor Doutor"/"Senhora Doutora"
- Chui ou bófia – Polícia
- Chular - Pedir quase estorquindo, tomar conta de prostitutas, prostituir-se (masculino)
- Estar com os azeites - Estar aborrecido / chateado com algo
- Estar de trombas - Estar aborrecido / chateado com algo. Má cara
- Acordar com os pés de fora - Estar mal disposta(o) logo pela manhã
- Abrir o coração - Desabafar; declarar-se sinceramente
- Abrir o jogo - Denunciar; revelar detalhes
- Abrir os olhos a alguém - Convencer, alertar
- À sombra da bananeira – Despreocupado
- Agarrar com unhas e dentes - Não desistir de algo ou alguém facilmente
- Água pela barba - Situação desesperante
- Aproveito a boleia - Vou contigo, já que vais, eu também vou
- Baixar a bola - Acalmar-se; ser mais comedido
- Borracho - Rapariga/rapaz bonita/o
- Cabeça de alho chocho - distraído, esquecido
- Calinada - Pontapé na gramática, gafe, forma jocosa de se referir a erro ortográfico
- Cara de caso - estar preocupado
- Cortar as vazas - Impedir algo ou alguém
- Vá chatear o Camões - Ir chatear outra pessoa
- Chorar sobre o leite derramado - Lamentar-se por algo que não tem solução/volta ou fato passado
- Dar troco - Dar conversa
- Dar a volta ao bilhar grande - Ir chatear outra pessoa
- De pé atrás - Desconfiado, cabreiro
- Descalçar a bota - Resolver um problema
- Estar com os azeites - Estar aborrecido / chateado com algo
- Estar de trombas - Estar aborrecido / chateado com algo. Má cara
- Estar-se nas tintas - não querer saber, ser indiferente, ignorar deliberadamente
- Encostar a roupa ao pêlo - Bater em alguém
- É muito fixe - É muito bom
- Fazer vista grossa - Fingir que não viu; relevar; negligenciar
- Gritar a plenos pulmões - Gritar com toda a força
- Ir aos arames - Enervar-se, irritar-se
- Pés para a cova - Estar para morrer
- Pôr a cabeça em água - cansar, extinguir a paciência
- Pôr-se a pau - Estar atento
- Que giro - Que bonito, engraçado
- Riscar do mapa - Fazer desaparecer
- Sem pés nem cabeça - Sem lógica; sem sentido
- Segurar a vela - Estar sozinho/a com um casal
- Ter macacos (ou macaquinhos) no sótão - Ter ilusões, achar que algo muito improvável de acontecer é bastante possível
- Trepar paredes - Estar desesperado
- Trocar alhos por bogalhos - Confundir factos e/ou histórias
- Troca-tintas - Mudar de ideias facilmente; traidor
- Tempestade em copo d'água - Transformar banalidade em tragédia
- Ter lata - Ser descarado
- Voltar à vaca fria - Voltar ao assunto com que se iniciou uma conversa
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Gírias de Portugal:
Linguagem Popular
A linguagem coloquial, informal ou popular é aquela linguagem que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a linguagem popular, falada no quotidiano.
O nível popular está associado à simplicidade da utilização linguística em termos lexicais, fonéticos, sintácticos e semânticos. Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da natural economia linguística. É utilizado em contextos informais. Tomem-se a título exemplificativo os excertos que se seguem: «Minha santa filha do meu bô coração/ Cá arrecebi a tua pera mim muito estimada carta e nela fiquei ciante e sastifeita por saber que andavas rija e fera na cumpanhia do teu marido.» (Aquilino Ribeiro, O Homem na Nave); «- Ó Tio Luís, ó Tio Luís!.../ - Que é? / - Vossemecê não vê? (...)/ - Ouviste por 'i berrar uma cabra?» (Camilo Castelo Branco, Maria Moisés, pp. 44-45).
A língua portuguesa possui uma relevante variedade de dialectos, muitos deles com uma acentuada diferença lexical em relação ao português padrão. Tais diferenças, entretanto, não prejudicam muito a inteligibilidade entre os locutores de diferentes dialectos.
O português europeu padrão (também conhecido como "estremenho") modificou-se mais que as outras variedades. Mesmo assim, todos os aspectos e sons de todos os dialectos de Portugal podem ser encontrados nalgum dialecto no Brasil. O português africano, em especial o português santomense tem muitas semelhanças com o português do Brasil (também conhecido como "fluminense"), também os dialectos do sul de Portugal apresentam muitas semelhanças, especialmente o uso intensivo do gerúndio. Na Europa, o alto-minhoto e o transmontano são muito semelhantes ao galego.
Mesmo com a independência das antigas colónias africanas, o português padrão de Portugal é o padrão preferido pelos países africanos de língua portuguesa. Logo, o português apenas tem dois dialectos de aprendizagem, o europeu e o brasileiro. Note que, na língua portuguesa há dois dialectos preferidos em Portugal: o de Coimbra e o de Lisboa. No Brasil, o dialecto preferido é o falado e muito mais escrito pelos habitantes cultos das grandes cidades.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Vamos Aproveitar!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Parece ou Paresque?
1-Preguntei(Perguntei)
2-Percurei(Procurei)
3-Paresque(Parece)
4-Diacho(Diabo)
5-Duido(Doido)
E assim por diante.